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domingo, 14 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Conto de Mago: A Ascensão - By Mamorra
Era uma noite muito escura, não havia um som nas ruas, apenas o som da chuva podia ser ouvido. Era uma noite daquelas que a única coisa que se quer fazer é dormir. Mas ela não conseguia. Por mais que tentasse, uma inquietude a afligia. Embora tudo estivesse em paz em sua casa, ela estava com medo. Ela sabia que aquela paz não ia demorar a acabar.
Ela se levanta da cama e vai até a sala, onde o seu celular toca. Pensando que era alguma investigação do FBI ela atende. “Não fale nada. Vista o que eu lhe mandei e venha para o endereço que eu vou enviar.” Dizia uma voz que ela conhecia muito bem e que não queria ouvir nunca mais. Obedecendo a ordem, ela se vestiu. Quando estava saindo sua filha Kate acordou. Muito sonolenta ela pediu água a mãe e foi logo dormir.
Mellody decidiu que aquilo não ia acabar com a sua família e que ela mesma iria terminar com isso. Pegou sua velha arma que sempre a acompanhou, o diamante para alguma emergência e saiu disposta a acabar com aquela ameaça. A estrada estava estranhamente vazia e ela chegou a parar o carro varias vezes para pensar. Ela ligou para o seu amigo Adrian e em um de seus maiores acessos de consciência, disse aonde iria e o que pretendia fazer.
Na hora combinada ela chegou a um grande galpão. Ela parou o carro, respirou um pouco “Vou ter que quebrar mais uma promessa” Ela falou antes de sair. Entrou no galpão e carregando uma mala gritou “Steve, onde você está!”. Vários homens apareceram, eles eram inexpressivos em seu olhar e lá estava Steve, com o mesmo sorriso de quando eles se conheceram. Ele olha para Mellody e um dos sujeitos que estavam na sala pergunta o se eles iriam matá-la
- Calma! O chefe disse que não era pra matá-la até que ele chegasse.
- Chefe? – Perguntou Mellody – Então tem alguém por trás disso. E quem é? Por que quer destruir a minha vida? E por que mandar você?
- Hahaha! Você vai logo descobrir tudo querida! Mas enquanto isso... Você poderia ir para aquele canto que nós temos muito que relembrar. Agora retire esse casaco.
Ela sabia que teria que fazer o que eles mandassem se quisesse conhecer o chefe deles e acabar com todos de uma vez. Ela retirou o casaco e mostrou a fantasia de líder de torcida que vestia.
- Estão vendo? Por mais que pareçam mulheres direitas, elas são sempre as mesmas piranhas.
Mellody observou enquanto todos zombavam dela. Ela tentou se segurar, mas a raiva foi mais forte e ela sacou a sua arma. Mellody tentou falar algo, porém levou um soco bem na boca do estômago extremamente rápido e foi ao chão.
Tentando ver o que tinha a acertado, ela levanta a cabeça e alguém a empurra para baixo com o pé. Uma voz ainda mais conhecida soou no recinto. Aquela voz causou uma dor ainda maior do que o soco em si.
- Desculpe pelo atraso, essa aí faz tanto barulho que eu tive que colocar as crianças para dormir de novo. Você devia fazer menos barulho quando for tentar sair na madrugada.”.
- Oi, CHEFE! – Disse Steve.
- Daniel. O que você... – ela dizendo isso e levando um chute. – Foi você que arquitetou isso?
- E a nossa agente consegue sem mágica. Ela está ficando boa em mistérios. Agora vamos lá. O motivo?
- Eu... Não sei. – Duas dores diferentes começavam a corroer sua mente.
- Ahhh... E eu que pensei que ela conseguiria novamente. Agora me entregue o seu avatar. – Retrucava Daniel com a voz mais amorosa do mundo, voz aquela que sempre aquecia o coração dela. Mas dessa vez foi diferente. Dessa vez tudo que ela sentia era confusão e medo.
- Isso será algo que nunca vai ter. Prefiro destruí-lo a entregar para você.
- Mesmo com as vidas de nossas filhas em perigo? Esses homens não se preocupariam em matar duas crianças. Eu aconselho não fazer nada estúpido e todos saem felizes. Você com nossas filhas, eu com o seu avatar e Steve cheio da grana.
- Eu vou acabar com todos de uma vez só, com uma bela explosão. Não vai haver nenhum traço das suas existências miseráveis.
- Tente.
- Não me mande fazer isso – lágrimas caem do rosto da mulher. Ela estava visivelmente perturbada – você sabe que eu sou capaz de fazê-lo.
- Como você mesmo disse a sua irmã. A mágica requer concentração. E desse jeito você acha que é capaz de matar o amor da sua vida.
Ela passa um tempo tentando se concentrar, tempo que pareceu uma eternidade. Tentou se concentrar em matá-los, mas ela simplesmente não podia. Ela não era capaz de matar o homem que amava, e sabia disso. Então ela percebeu o que deveria ser feito. Pelas suas crianças, ela deveria sacrificar tudo.
- Eu não posso matá-lo, isso é verdade. Porém existe algo que eu posso fazer que você não vá me deter. Eu vou acabar com as suas esperanças de por as mãos no meu avatar. Eu irei escondê-lo e só a minha intenção, minha verdadeira vontade de achá-lo fará com que ele se mostre. – Ela disse isso e arremessou o seu diamante para cima, que brilhou forte antes de sumir – Você perdeu Daniel. Agora podem fazer o que quiserem comigo que eu não irei resistir, se vocês me matarem não irão conseguir o que querem. E se mexerem com minhas filhas é aí que não verão o avatar.
Ela se levantou, e com a cabeça abaixada esperou pelo primeiro soco que a levou novamente ao chão. Uma sucessão de socos e pontapés se fez e ela estava quase desmaiando quando ouviu Daniel dizer “Você vai ter uma surpresa e tanto, querida.” Antes deles irem embora, Daniel falou algumas palavras em um idioma estranho. Ela se lembrava daquele idioma. Era usado em cerimônias Nefandi. Tudo agora se encaixava. Para quem ele trabalhava. Tudo;
Ela tentou com toda a sua força de vontade ir se arrastando para a porta. Ao chegar, ela avista Adrian que finalmente a havia seguido. Ele ao percebê-la corre em sua direção:
- Idiota! Você está... Atrasado... Como... Como sempre. – Falar era difícil. A respiração era difícil.
- Eu sinto muito... Se... – Adrian já sabia o que iria acontecer, ele podia sentir em sua pele que sua missão havia acabado e que ele havia falhado. Ela estava morrendo.
- Não sinta, se eu tivesse percebido mais cedo talvez isso não tivesse ocorrido. Cuide... Das minhas... Filhas... Por favor. Elas não estarão... Seguras com... Meus pais.
- Tudo bem, não fale. A ambulância já está a caminho. Descanse.
Ela fecha os olhos e se sente confortável, como se estivesse em sua cama. Ela abre os olhos e percebe que realmente está em sua cama. Será que foi apenas um pesadelo? Mellody se levanta e segue para o banheiro. Melody estranhou algo na casa, mas não sabia dizer exatamente o que era. No caminho uma de suas filhas, Sarah, também estava acordada. Ela olha pra Mellody e pergunta:
- Kate, você percebeu também, foi? Aconteceu algo com a mamãe, e o papai não vai voltar.
Kate? Mellody não conseguiu entender e correu para o espelho para descobrir o que acontecera. Ela toma um susto e finalmente percebe que aquilo não foi um pesadelo que havia acabado quando ela acordou, mas sim um que havia acabado de começar.
No dia seguinte, Adrian chegou à sua casa para dizer que sua mãe havia morrido, e ficou surpreso quando descobriu que elas sabiam. Sarah chorava muito e Kate a consolava. Kate tentou perguntar o que havia acontecido, mas não conseguiu achar palavras que fizessem com que descobrissem o que acontecera.
Adrian chamou Kate para conversarem. Eles foram para o escritório onde Mellody resolvia todos os problemas com os amigos. Ao chegarem ela disse:
- A mamãe não gostava que nós entrássemos aqui. – tentando parecer com a maneira que Kate falava.
- Pare com isso, por favor! Está agredindo minha inteligência, Mellody.
- Huuumm! Você já percebeu? Vou ter que melhorar nisso.
- Eu segui o rastro do seu espírito para saber onde havia ido parar. E você acabou aqui. O seu pudor acabou? Roubando o corpo da sua filha?
- Se você falar isso de novo eu te mato! – Grita a criança.
- Então o que aconteceu? Como você foi parar aí?
- Não sei. Tudo que lembro foi de estar dirigindo e um vazio. Quando percebi já estava aqui – e falando isso ela desaba em lagrimas – Eu não seria capaz de uma coisa dessas, eu preferia morrer a machucar minhas filhas.
- Você vai ter que melhorar essa imitação, afinal quem fez isso quer que você vá atrás dele.
- Adrian, você pode ficar aqui para cuidar da gente?
- Meu tempo aqui está acabando. Porém eu vou lhe dar um presente.
Mellody sai correndo, já sabendo do que se tratava. Mas chegando ao destino, um medo tremendo tomou conta do seu corpo. Ela para por um momento, reunindo forças para entrar.
Uma mulher branca de não sair ao sol por anos, cabelos escuros, levanta da cama e ainda tonta tenta caminhar pelo quarto. Helen Shiori, filha de imigrantes japoneses, era uma das melhores naquilo que fazia, que era prender bandidos. Foi indicada para ser parceira da novata Mellody quando a mesma foi colocada como agente de campo. Helen não era apenas boa agente. Ela foi que guiou Mellody quando a mesma estava às margens do Despertar. Com isso, as duas eram mais do que amigas, eram como irmãs.
A porta se abre e tudo o que ela vê é uma garota ruiva de aproximadamente 14 anos olhando pra ela e chorando.
- Helen, você finalmente voltou. Eu fiz muita besteira. Se... Se eu tivesse te escutado nada disso teria acontecido.
- Quem é você? O que está fazendo na casa da Mellody? – Pergunta Hellen.
- Ah, é! Você não as conheceu. Esta aqui é Kathryn Fiorentino, minha filha. E alguma coisa aconteceu que eu vim parar dentro do corpo dela.
- Mel?! – Uma cara de espanto se faz no rosto dela
- Uhum – Acena a garota com a cabeça.
- Você com família? Quanto tempo foi o meu Silêncio? E o que aconteceu com você?
- 8 anos. E nesse tempo eu fiz muitas burradas. Mas também muitas coisas boas. Como minhas filhas.
- Filhas? Como assim? E por que ela parece tão desenvolvida?
- Por causa de uma doença. Uma doença que a faz desenvolver dois dias em um.
- Wow! Você andou mesmo ocupada.
Dois dias se passam e no dia do “funeral” de Mellody, a garota tinha que preparar uma interpretação digna do Oscar, afinal quem tivesse feito isso iria observá-la. Colocou as roupas da filha, falou com os amigos da “mãe” e quando tudo parecia estar correndo bem, um velho conhecido aparece na sua porta.
Um sujeito alto, cabelos castanhos, vestido informalmente e com uma garotinha da mesma idade das suas filhas. Jake Bertone era um sujeito que não gostava de chamar muito a atenção. Ele era o que podiam chamar de médium, mas ele não gostava de ser intitulado assim, dizia que era outro nome para charlatão. Ele nascera com o dom de enxergar auras e depois de alguns anos de estudos em ocultismo, acabou sendo capaz de executar alguns rituais de feitiçaria. Nada tão extraordinário quanto os Artífices da Vontade, como Helen e Mellody, mas ainda assim impressionantes.
Ele se dirige as crianças, rapidamente fala “Meus Pêsames” e ao tentar ir embora olha com cuidado a aura de Kate (Mellody). Achando ainda mais estranho, Jake segue a garota ao escritório. Kate tranca a porta e quando tenta falar algo Jake a interrompe bruscamente:
- Quem é você? E que aura estranha é essa? Responda!
- O meu espírito veio parar no corpo da minha filha, e preciso da sua ajuda para encontrar o dela. Só você é capaz disso.
- O que aconteceu, exatamente?
- Não sei exatamente, eu fui resolver um assunto do passado e tudo ficou escuro, quando acordei, já estava nesse corpo. Tudo que lembro era de ter ficado extremamente nervosa, ao ponto de não conseguir fazer mágicas.
- OK! Eu irei lhe ajudar. Mas com uma condição. A que você parta para mundo dos mortos. O seu tempo nesse mundo já terminou. Estamos entendidos? – E estende a mão para a garota.
- Feito. Mas há algo que eu preciso fazer antes de partir para o outro mundo. Quem quer que tenha feito isso comigo pode fazer algo contra as minhas filhas. E eu quero deixá-las seguras. – E ela aperta a mão do Xamâ.
E eles voltam para os outros e veem Sarah está chorando próximo ao caixão da mãe e Kate vai para junto dela.
Alguns dias se passam e Kate tem que voltar para a escola. Sarah estava ainda muito triste e pedia para ficar em casa, porém a irmã não deixava. Mellody todas as noites tinha terríveis pesadelos que a faziam dormir pouco e passava a maior parte do dia na biblioteca. Sarah sempre chegava para perguntar e ela dizia que tentava descobrir quem matou a mãe delas.
Jake volta alguns dias depois pedindo para passar uns dias com elas e Hellen (a pedidos de Mellody) deixa. Ele conta que já descobriu como realizar o ritual, porém precisa do espírito de Kate, e que na Umbra havia uma maneira de tentar localizá-lo.
Jake começa a desenhar runas no corpo de Kate e Hellen prepara desenhos no chão. Luzes, mas no meio do ritual uma figura a muito conhecida por Mellody mostra as caras onde eles estão. Um sujeito magro, pálido, com os cabelos grisalhos e uma cara de doente e trajando um manto roxo todo adornado. Ele olha para todos e gargalha.
- Olha quem está por aqui... Se não é minha amiguinha “não preciso de ajuda de ninguém”. Quanto tempo faz desde o nosso ultimo encontro? Três anos?
- Marcus, você é que está por trás da minha condição atual? Se me queria não devia ter envolvido minha família nisso, foi o maior erro da sua vida.
- Você não sabe nem quem te matou? – e uma gargalha seca e tenebrosa se faz local – Os médicos dizem que experiências extremamente traumáticas afetam a área da memória do cérebro, fazendo que o indivíduo tenha um branco na mente. Isso realmente acontece.
- Canalha! Você sabe quem está por trás disso? Vamos, Fale agora! Quem é?
- Eu não tenho nada a ver com isso e não irei dizer quem foi. Afinal você não acreditaria em mim mesmo. Mas, vamos ao que interessa. Vamos aos negócios. Eu tenho algo que você procura há algum tempo, o espírito da sua irmã Nicolle, te interessa?
- E o que você quer por ele? Que eu te sirva? Não aconteceu antes e não...
- Nesse estado deplorável eu não preciso de você, porém você tem algo que eu quero. Amostras do DNA de uma Imortal.
- Imortal? Eu não tenho como conseguir isso.
Hellen tomou a frente e, com um rápido giro de mãos, tomou um rubi do Nefandus, que furioso avançou em cima de Mellody a fim de conseguir o que queria. Jake, que tinha visto toda a conversa, leva todos de volta para a Terra.
Mellody ao voltar percebe que as runas desenhadas não saíam de jeito nenhum e tentou até meios mágicos. Hellen sugere que elas falem com Verônica, uma das poucas amigas de Nicolle, que talvez ela fosse capaz de ajudar a lembrar o que aconteceu.
Uma biblioteca como qualquer outra foi para onde as duas se dirigiram. Uma bibliotecária como qualquer outra elas se dirigiram. Uma mulher com uma aparência séria, óculos bem redondos, e uma roupa bem cafona. Ela olha para Kate.
- Você veio à procura de algum livro, garotinha? Espere um momento, você é filha de... Ah! Problemas. O que quer?
- Ei você sabe sobre a minha mãe? Então sabe que preciso da sua ajuda.
- Sei sim Kate, ou devo dizer Mellody. Você acha que iria esconder isso de mim, e o que quer? Algo perigoso e com muito Paradoxo, acertei?
- Eeehhhh... Mais ou menos. Verônica, eu preciso que você entre na minha mente para descobrir quem me matou. Tenho que descobrir quem fez isso se quiser salvar minhas filhas.
- OK! Você não vai parar de me perturbar se eu não fizer, não é mesmo?
As três se dirigiram a sessão reservada, onde sabiam que não seriam interrompidas, Verônica abriu uma passagem secreta. Era uma sala coberta de runas e todos os tipos de símbolos, ela prepara umas inscrições e pede que a garota sente-se próximo dela.
Mellody começa a ter pensamentos enevoados e que não identifica nada, e ao perceber que Steve teve algo a ver com isso. Ela acorda e vê Verônica toda despenteada e suas roupas desarrumadas e machucadas. Hellen, que havia visto tudo explica que aconteceu e as duas vão embora.
Passam os dias e Mellody não tem nenhuma pista de quem a havia matado, e cada vez menos ela passa tempo fora da Biblioteca pessoal. Jake, que havia percebido isso, tenta falar com ela. Porém, em todo desespero, ela não deu ouvidos. Duas noites sem dormir a base de adesivos de anfetamina e Jake a tira a força de lá.
- Você precisa passar mais tempo com a Sarah. Ela sente a falta dos pais e da irmã, que por sinal nunca passa tempo com ela.
- Eu sei disso, mas eu tenho pesquisas para fazer, se eu quiser deixá-las seguras não posso perder nem um minuto. Quanto mais tempo eu passar no corpo de Kate, mais difícil será para fazer o ritual para colocá-la de volta.
- Sem desculpas. Vá passar um tempo como criança, vá brincar com sua filha.
- Mas... Mas...
- Sem desculpas esfarrapadas, saia daí e vá ver o sol, olhe como você está pálida, parece que não vê o sol há meses.
E arrastando a garota até a sala onde Sarah e Ashley, filha de Jake, viam TV. Bateu uma melancolia em Mellody tão grande que ela também parou o que fazia para sentar-se junto das outras. Jake fica junto com Hellen e todos assistem TV até que só ficam acordados os adultos. Jake e Hellen põem as garotas para dormir e deixam Kate deitada no sofá, pois sabiam que se ela acordasse iria querer trabalhar.
Hellen decide levar as garotas para brincar no parque e Jake manda Mellody ir junto. ”Você tem que obedecer aos adultos” dissera ele. No parque, Sarah e Ashley brincam no escorrega e Kate senta-se sozinha no balanço. Sarah chama Kate para brincar com elas dizendo para ela não fingir que é grande, afinal as duas são gêmeas.
Kate se levanta, e ouve Sarah e corre em direção a um homem que se aproximava. Mellody olha e ao perceber que era Daniel uma lágrima cai de seu rosto e um pensamento passa por sua mente “Tudo vai ficar bem agora”. “Daniel vai me ajudar, ele sempre ajuda”. Ela tentou ir à direção a ele, mas seu corpo não mexia. Um temor terrível toma conta dela e Mellody estava paralisada sem saber o motivo.
Daniel abraça Sarah e vem na direção de Kate, que não sabe o que fazer fica olhando.
- Kate, você não vai falar com o papai? – pergunta Sarah
- Isso Kate, dê um abraço no papai. Você está estranha, o que aconteceu? – dizendo isso ele dá um abraço forte em Kate, mas não era carinho que Mellody sentia, e sim um medo tremendo – Você sabe quem fez isso com você? – fala baixinho no ouvido dela – fui eu, eu planejei tudo.
A expressão de medo mudou para uma de terror total e ela tenta se afastar, porém ele é visivelmente mais forte e Mellody se debate para tentar sair. Ele solta e olha para ela com uma cara de satisfação, fala com Sarah e vai embora. Mellody corre para junto de Jake e Hellen.
- Desculpe-me Jake, mas não vou poder cumprir minha promessa. Hellen vem comigo, por favor. Temos um trabalho para fazer e só você pode falar com os Verbena.
- Como assim, Verbena? – Hellen fica curiosa – O que aconteceu?
- Eu me lembrei de tudo. Foi ele. Ele fez isso. Por isso que eu não posso partir. Tenho que fazer isso, antes que seja tarde demais. Jake, você poderia leva a Sarah para casa? – O olhar dela parecia aquele com que
Helen sai de carro muito rápido em direção à saída da cidade, e segue em direção a uma floresta onde ela conhecia um grupo de Verbena que viviam ali. Os Verbena eram um grupo de Artífices da Vontade como elas, mas partiam de princípios da natureza e seguiam bastante a filosofia Wicca. Alguns dizem que quando falam de Wicca, na verdade estão se referindo aos Verbena. Helen vai falar com eles e Mellody fica no carro, pois eles não gostam muito do fato dela ter escolhido não entrar para as Tradições, sendo assim uma Órfã. Após um tempo ela volta e chama Mellody para falar com eles sobre o que pretendia. Uma casa feita dentro de uma arvore de tronco enorme abrigava aqueles que um dia baniram Mellody sem ao menos dar uma chance a ela, e agora eles eram os únicos que poderiam ajudá-la no seu plano. Um garoto, que não parecia ser mais velho que suas filhas, era o dono deste lugar. Logo ao chegar ela tenta explicar e é interrompida por ele. Nicholas parecia perdido naquele lugar. Um garoto de não mais 10 anos andava com roupa toda suja e rasgada
- Você já conseguiu uma mãe?
- Mãe? Pra que? Nicholas, eu preciso...
- Para isso você precisará de uma mãe e teremos que ir ao Horizonte, lá onde a vida é abundante e onde o paradoxo não nos atacará. Consiga isso e eu irei ajudá-la, fazendo pelos meios naturais.
- Não há como fazer de outra maneira?
- Não! Temos que respeitar a natureza das coisas vivas, se não nós não seriamos diferentes daqueles tolos tecnocratas que deixam o mundo cada vez mais estático.
- Vou perguntar a Helen se ela aceita ser a mãe. Nossa como isso soa esquisito. – e ela corre para falar com a amiga.
- Não sei não... Essas coisas dos Verbena sempre dão em muitas horas de... – A cabeça de Hellen voa para longe – Eu irei te ajudar, afinal para quê servem as melhores amigas?
- Sei... Converse mais. Você pensa que eu não sei como funciona a “maneira natural” de se fazer isso?
E todos se dirigem para uma porta feita de cera de abelha, que leva para um Reino onde as arvores têm mais vida, onde elas crescem muito mais altas, e suas folhas são muito maiores. À medida que eles avançavam, a floresta ficava mais densa e até que chegaram a uma arvore que a sua volta tinha uma escadaria. O garoto começou a subir e as duas seguiram, se perguntando quando essa escadaria ia acabar.
Um pedaço da arvore se abriu e elas puderam perceber que dentro havia uma cidade. Nicholas entrou e foi se dirigindo a parte superior, onde dois homens os esperavam. Eram homens altos e com uma aparência que não parecia de uma pessoa comum.
- Está tudo pronto, Hector?
- Sim, todos estão aguardando, qual das duas irá fazer parte?
- Acalme-se, sabe que isso demora certo tempo e há muito trabalho para fazer. Já chamou o mestre do ritual? É ele quem dirá o que fazer
- Ele disse que chegaria dentro de uma hora.
- O que nós teremos de fazer? – Pergunta Mellody
- Você não irá fazer nada. Hellen por outro lado... Terá muito que fazer.
Ela entra no local onde será feito o ritual, ela percebe muitas pessoas, umas sentadas numa espécie de arquibancada, outros ao centro, onde havia um tipo de colchão e todos aguardavam a chegada delas. Nicholas olha para um homem de cabelos verdes e com vários galhos saindo deles, roupas feitas de folhas e uma raposa ao seu lado.
Mellody estava ficando curiosa, afinal como uma Órfã, ela nunca havia visto um ritual Verbena. Nicholas a manda sentar-se em uma flor gigantesca e aguardar que o ritual seja feito. Ela presta atenção em cada detalhe do ritual e estranha quando o homem de cabelos verdes bate o pé no chão e todos os que estavam no centro começam a se agarrar e se acariciar. Helen, que também estava no centro é agarrada por dois homens e uma mulher, que a colocam no centro e começam a retirar suas roupas. Mellody, que estava sentada na flor, tenta comentar algo, mas cada vez mais ela ficava com sono e até que as pétalas da flor se fecham e ela dorme.
Ela sente que está em um lugar bem quente e aconchegante, e por um momento ela queria nunca sair dali. Então ela percebe uma luz que a está puxando em sua direção, ela tenta se segurar, mas a luz a arrasta com força e ela sai em um lugar frio e com uma luz tão ofuscante que os seus olhos doem.
Jake, que havia levado as crianças para casa, estava com os nervos a mil, ele nunca havia sentido tamanha maldade em um humano como a que ele havia sentido. Enquanto as crianças assistiam TV, ele estava preocupado. Ele andava pela casa fazendo todo tipo de ritual que conhecia. Hellen entra com duas garotas que não aparentam ter mais de 17 anos e estão com os cabelos e unhas bem crescida. As duas andavam com dificuldade e Jake foi ajudá-las. Elas se sentam no sofá e começam a cortar suas unhas.
As garotas descem para ver quem havia chegado e Sarah chora ao ver as visitas. Ela desce a escada correndo e pula no pescoço de uma das mulheres.
- MAMÃE! Você... Você... Você... Você... Voltou.
- Sarah, eu já falei que é perigoso descer as escadas correndo. – Fala à mulher que foi abraçada, acariciando carinhosamente a cabeça de Sarah.
- MAMÃE! MAMÃE! MAMÃE! MAMÃE! MAMÃE! MAMÃE!
- Ei onde estão os seus modos. Não vai falar com sua tia Nicky?
- MAMÃE! MAMÃE! MAMÃE! MAMÃE! MAMÃE! MAMÃE!
E a criança ficou chorando desse jeito por alguns minutos, até que finalmente ela pergunta sobre Kate.
- Foi viajar um tempo. Mas não se preocupe, eu nunca mais irei te deixar, isso é uma promessa. A única que eu nunca mais irei quebrar
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
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